Archive for the ‘Coisas que amo’ Category

Já Morro de Saudade

A vida é agora. Pensando nisso, decidi no final da tarde de sexta-feira ir para Morro de São Paulo com três amigas na madrugada seguinte. Tive duas horas para organizar tudo e estar a postos. Pra quem não sabe, ir para Morro de São Paulo compreende pegar um ferry-boat (e a fila que o espera), pegar estrada (quase duas horas) e depois uma balsa. No meu caso duas balsas, porque primeiro parei na Gamboa do Morro.

E foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. Com três pessoas amigas, leves, engraçadas, dispostas a viver momentos felizes e inusitados, e a enfrentar o cansaço das viagens com total bom humor. Dancei, ri, bebi, comi, mergulhei, tomei banho de uma lama que faz bem pra pele, e tudo mais. Aliás, a tal lama foi um capítulo a parte, primeiro você anda um pouco na praia até chegar ao lugar. Lá tem uma rocha gigantesca que se desprende aos pouquinhos e se junta com o mar, sei lá como é que é direito. O fato é que o resultado dessa mistura fica com uma consistência de chantilly, você entra e afunda meia perna, e todo mundo parecia estar num verdadeiro parque de diversões. Como Morro recebe muitos turistas, havia um grupo de espanhóis que entrava de cara na lama. Um grupo de sulistas e cearenses que escorregava na lama. E eu, Maslowa, Adriana e Bárbara também parecíamos crianças tendo crises de riso e jogando lama umas nas outras. Foi uma experiência e tanto. A lama é de uma cor tipo um rosa claro alaranjado, e estar dentro dela é uma sensação única. Depois banho de mar – que está logo à frente – pra tirar a lama do corpo e a pele fica deliciosa, hidratada, não sei explicar, nem se há qualquer base científica pra isso, mas talvez a gente fique tão feliz e leve ao sair de lá que tudo fique mais bonito no mundo, até a pele.

Conheci pessoas de outras partes do mundo, vi as deslumbrantes paisagens do Morro e de Gamboa, estive juntos de amigas queridas e admiráveis. Que bom que decidi ir. Baterias recarregadas!

Adri, Lowa, eu e Binha

Nem o capeta se rendeu ao paraíso!

Só queria chegar, ir embora nunca.

Dolce far niente.

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Senhoras e senhores, Escapismo Genuíno

Que bom que os blogs existem. Sério, que bom, que coisa infinitamente enriquecedora a existência dos blogs. Quem será que teve essa ideia? Olha, parabéns, seja você quem for. Porque de repente as pessoas foram tendo ideias e criando blogs, e falando sobre elas, e sobre a vida, e sobre viagens, e sobre o mundo, e sobre a moda, e sobre tantas coisas! E um viva especial àquelas pessoas que se dedicam ao seu blog e fazem dele um lugar agradável no universo infinito da internet.

Todo esse introdutório é pra apresentar aos leitores do meu blog (aqueles que ainda não conhecem, obviamente) o Escapismo Genuíno de Adriana Lacerda. Conheci Teté (apelido criado pela própria) há alguns anos, embora nunca tenhamos sido próximas, até porque ela não para quieta! Mas depois que conheci o blog virei uma grande admiradora. Quando vocês entrarem no Escapismo Genuíno vão entender o porquê. É um blog dedicado essencialmente às muitas viagens que ela já fez e faz, mas no fim das contas é um blog de reflexões, não só sobre esses lugares, mas sobre as pessoas, sobre a vida, sobre cultura, sobre coisas grandes e coisas bobas.

Índia, Austrália, Bangkok, Barcelona, Chipre, Acre, Paris, Nova York, Chapada Diamantina, Berlin, Florianópolis, Cingapura, Cuba, Egito, etc, etc, etc.

Ela tem um olhar curioso e observador, e será interessante conhecer o mundo através dele. Experimente!

Escapismo Genuíno, de Adriana, @__tete__.

Primeiro Bazar Modesco!

A vida é tão doida, tão doida, que foi justamente aqui, no meu blog, que eu esqueci de postar sobre o Bazar Modesco, projeto no qual suei bastante nos últimos tempos! Eu já tinha percebido isso, na verdade me dei conta no dia do evento, mas só hoje consegui escrever algo.

Bom, o Bazar Modesco foi um evento realizado por mim e pela minha amiga Juliana Coelho, com o objetivo de realizar um “intercâmbio” de roupas e acessórios. Eu explico: a idéia surgiu quando de repente a gente percebeu que comprávamos muitas roupas mas não éramos apaixonadas por todas. E algumas dessas peças iam ficando cada dia mais ao extremo do guarda-roupa até que ficassem encostadas no canto e nunca eram escolhidas nas produções diárias ou festivas. Tipo na escola, quando a gente joga mal e é o último escolhido pra formar time. Então surgiu o seguinte pensamento: que tal reunir nossas amigas com o mesmo problema e colocar todas essas roupas numa roda? Assim eu posso trocar meu vestido que foi usado uma vez ou duas (a segunda por insistência ou puro peso na consciência mesmo) por algum outro que sirva perfeitamente em mim! Vai que tem alguém louco procurando meu vestido encostado?

Pronto, foi assim. Aí eu e Ju fomos nos movimentando, desenhando possibilidades, juntando idéias, sugerindo, sorrindo e pulando até que enfim estava desenhado o Bazar Modesco (nome ótimo que saiu da cabeça de Ju!). Conseguimos um espaço maravilhoso, de Tia Cristina (sogra de Ju), onde antes funcionava a loja Garagem, no bairro da Graça. Vários parceiros foram se juntando a nós (obrigada Adrielle, Óticas Impacto, Villa da Praia, CopyPlot, Beckham Fragrances, Studio Edu Domingos e Mercato Di Vino), e conseguimos fazer a coisa ficar bem arrumada e organizada e pudemos sortear muita coisa legal. Nossas amigas Taty Hayne, Thais Lage e Carol Barreto juntaram-se a nós e deram um inestimável apoio, da assessoria ao staff no dia! Contamos com a divulgação massiva do nosso chefinho querido Mário Kertész que falou do bazar na Rádio Metrópole todos os dias (mesmo chamando de brechó ordinário! Foi com carinho! hahaha). Et voilà. No último sábado, dia 16 de outubro, estávamos lá das 11 da manhã até 8 da noite felizes e faceiras, apesar do cansaço. O carinho de quem foi prestigiar nosso bazar aliviou o salto, a fome, a ansiedade. Nosso fotógrafo Marquinhos tirou muitas fotos lindas e está dando um trato nelas. Até que fiquem prontas, vou colocar aqui algumas que a fofa Chris Corcino postou em seu blog.

A coisa foi tomando corpo até que a idéia de trocar meu vestido por alguma blusinha encostada terminou assim:

A vitrine estava linda!

Acessórios e sapatos!

Pensou que eram fora de moda?

Organizado, viu!

Com direito a mimos!

Cantinho da Adrielli, da nossa parceira Aline Barros!

Quanta gente veio ver!

Amanda, Chris, Ju e eu

O título diz “Primeiro Bazar Modesco”. Se haverá outro, quando será…? Como será o amanhã? Responda quem puder!

Para Lennon e McCartney

Podem chamar de doida. No final das contas, de perto ninguém é normal mesmo. Eu e os Beatles estamos todos aqui em casa, comemorando uma coisa maravilhosa. Finalmente conseguimos conversar hoje. Ouvi Hey Jude a vida inteira. A vida inteira. Mas eu não precisava dela. E agora, que incrível. É justamente dela que eu precisava. E a vida é tão louca (e a cada dia mais louca) que me bati com Hey Jude essa semana. Assim, por acaso. Mais uma vez a gente não conversou. E hoje, quando eu sentia uma angústia, um peso, uma coisa que eu não podia carregar sozinha, me bati de novo, absolutamente por acaso, com Hey Jude. E sim. Nós conversamos. Quer dizer, eu ouvi bem mais do que falei. E incrivelmente eles conversaram comigo. Me aconselharam, me apoiaram, e falaram tudo isso exatamente pra mim. Hoje, tanto tempo depois da gente se conhecer. E a partir de agora Hey Jude é muito mais que uma música linda. Porque hoje, dia 30 de setembro de 2010, Paul e Lennon conversaram só comigo. Cantaram só pra mim. Me deram a mão e me disseram que eu vou conseguir “make it better”. Não, Paul, não vou decepcionar você. E não, eu não sabia. Achava que tinha que esperar for someone to perform with. Mas sim, it’s just me, e eu vou fazer. Mas não sozinha! Obrigada!

Com ou sem pimenta?

E então Marcela resolveu que naquela noite queria sair pra dançar. Agitou os amigos, e lá pras tantas entravam na danceteria. Casa cheia, apertado pra andar. A música era legal, ela estava animada, então tudo bem passar um apertozinho. Depois de procurar por uns 20 minutos, o grupo encontra um espaço onde todos podem ficar em pé juntos e até, com sorte, dançar um pouquinho. Não demora muito e vem um carinha na direção de Marcela.

– Cara, você é linda.

Ela dá aquele sorrisinho sem graça e diz “obrigada”… e ele segue:

– Sou de Curitiba, sabe, vim ver o que que a baiana tem.

Pára tudo. Pára, pára, pára. Começou muito mal. Extra mal. Übber mal. Ela começou a se sentir vestida de rendas, anáguas, colares e um torço branco, e por pouco não perguntou se ele queria o acarajé dele com ou sem pimenta. A vontade de Marcela naquela hora era de começar a sambar e cantar “tem torço de seda tem! Tem! Tem brinco de ouro, tem! Tem!” Ainda existe alguém no mundo que usa essa cantada? Se ele soubesse que toda menina baiana tem um jeito que Deus dá recebe essa cantada pelo menos umas mil vezes na vida, mudaria a estratégia.

Nessa hora, 3 reações eram possíveis. Vamos conhecê-las? (bem didática.)

Reação possível nº 1 – Ele é muito gatinho. Vou fingir que achei muito original e dar um sorriso aberto. Vai, vamos fazer esse esforço, pode gerar frutos.

Reação possível nº 2 – Ele não é tão gatinho. Vou fazer uma cara blasé e deixar ele falando aí pra ver se sai algo que preste.

Reação possível nº 3 – Nem se ele fosse o cara mais gato do mundo. Um tipo que chega com uma cantada dessas merece o nada, o desprezo.

Como ela não tinha bebido nada ainda pra largar uma patada, resolveu simplesmente deixar que o rapazinho continuasse.

– E aí eu descobri que a baiana é muito receptiva.

Arrã, senta lá e espera. Opa, peraí. Aí tem vírus. O que ele quer que ela receba? Melhor não perguntar. Ela diz “ah, tá, valeu”, pouquíssimo receptiva. Você pensa que ele desistiu?

– É que você é a baiana mais linda que eu vi desde que cheguei aqui.

Risinho de novo, né? Que é a saída mais rápida. Desde que não seja muito aberto, pra não alimentar o que já está ficando quase insuportável.

Diante da pouca receptividade da baiana, o “curitiba” tira um cartão do bolso, entrega pra ela, e larga:

– Eu só te peço uma coisa. Me adiciona no teu MSN. Sério. Faz isso.

Ah, era só o que faltava! Vamos ter namoro virtual e teclar até a madrugada!! Uau, ela mal podia esperar. “Parei com isso quando fiz 18 anos, queridão”, ela pensou. Da época em que as pessoas ainda diziam “oi, quer tc?” Pior foi ele achar que ela iria mesmo fazer isso. O papo seria uma graça:

Oi, lembra de mim? Você me pediu pra te adicionar!

Foi! – sem a menor idéia de quem era a figura, que tinha um patinho amarelo no lugar da foto.

Então, sou da Bahia! A baiana mais linda que você viu! Lembra? Você disse que tinha achado!

Ah, de vestido vermelho? Claro que lembro, gata!

Não. Tomara-que-caia preto. Imbecil.

E bloquearia o cara.

Marcela achou melhor não, né? Que daquele mato não ia sair coelho. Guardou o cartão, deu um tapinha no ombro da rapaz, fez que ia pegar uma bebida e deixou o cartão no balcão.

O que é que a baiana tem… Ora, vá. No tabuleiro da baiana, nesse dia, o acarajé estava meio azedo mesmo.

Novo Universo

Hoje é o Dia Nacional das Artes. Visitei o Museu Rodin novamente. Pra quem não é de Salvador, preciso explicar: o Palacete das Artes, um lugar lindíssimo aqui na cidade, está abrigando uma exposição de Auguste Rodin, “Homem e Gênio”, que vai ficar por aqui por 3 anos, começou no fim do ano passado. Esta é a primeira vez que o Museu Rodin Paris concorda em ceder por tanto tempo as peças para uma exposição. São obras em gesso, mármore e bronze. Lindas, todas, claro. As famosas O Beijo, O Pensador, A Defesa, O Desespero e muitas outras estão lá. A entrada é franca e o deleite é infinito. No fundo do palacete tem um Café que é um sonho. A visita toda é um prazer.

O Beijo

O Pensador

A Defesa

Um PS importante depois da observação de Aline Castelo Branco nos comentários (bem lembrado). Não é permitido fotografar nem filmar a exposição. As fotos são do site do Palacete e da divulgação, e são as mesmas que estão no catálogo. Outro detalhe: não vá de salto alto! Eu não sabia e fui, e tive que trocar os sapatos pelos “propés”, aqueles “saquinhos” de pano com elástico, que parecem umas touquinhas.

Mas eu queria registrar também minha ignorância, eu que até hoje não conhecia Berthe Morisot. Ela (Sim! Ela!) era minoria no mundo tradicionalmente masculino nas artes – da pintura em geral. Viveu no século XIX, morreu aos 54 anos. Mas mais importante do que saber sobre ela, a princípio, é conhecer a obra. Estou encantada.

Caça às Borboletas

No Jardim em Maurecort

Eugène Manet e sua Filha Julie no Jardim

Esconde Esconde

Feliz Dia Nacional das Artes!!

Coisas que amo

– Massagem no couro cabeludo feita no salão enquanto lavo o cabelo com água morninha.
– Chegar em casa à noite e sentir a água muito quente nos meus pés (independente da temperatura ambiente)*.
– Quando chove e eu fico sentindo o cheiro da terra molhada, da janela da sala lá de casa.
– A felicidade que a amizade pode proporcionar.
– Tomar um copo de suco bem geladinho nesse calorão que tá em Salvador.
– Ter crise de riso com os amigos.

*No calor desse verão em Salvador eu prefiro a água mais friinha.

PS: A lista é constantemente atualizada.

Registro rápido: ontem na praia com Elen e Fermar (marido de Elen), Fermar me pergunta:

– E aí, Dele, tá gostando da praia com a gente?

E eu:

– Claro que sim! Eu já te disse que eu sou feliz com pouco!

?!?

Eu juro que não quis dizer “tô na merda, mas tô legal”, como concluíram os dois! É que sei lá, eu sou sem noção mesmo! hahahah… Saiu!