Archive for Dezembro, 2011

Playlist 220 volts!

Que ideia maravilhosa e inspirada eu tive hoje. Pedi aos meus gentis e espertíssimos seguidores no twitter que sugerissem umas musiquinhas animadas pra dar uma renovada na minha playlist da corridinha do fim de tarde. Eu nem sonhava que ia receber tanta dica boa!! Primeiro tenho que registrar que algumas dessas músicas – bandas já existem há um tempinho, e eu, por pura ignorância não conhecia. Mas enfim, se é novo pra mim, pode ser pra mais alguém, né? É uma seleção pra elevar qualquer astral. Não perca de vista.

Começando com Silva. Gente, que coisa mais linda nessa vida. Eu já tinha ouvido uma vez. Depois fui buscar no Google. Mas aí adivinhem o que aconteceu quando eu digitei “Silva” no Google? Eu achei TUDO, menos esse Silva. Mas aí hoje @jairguima indicou e me mandou o link. Ah, que glória!!! Eu vou ouvir 12 de Maio todo dia de manhã, de tarde e de noite.

Depois veio a dica de @alexathaide. Quando ele disse Camera Obscura eu imaginei qualquer coisa menos uma banda escocesa. Mas é. É uma coisa meio indie, meio com cara de antiguinha, animada e bem gostosa de ouvir. Cliquei na primeira que vi e é ela que vou indicar. O clipe também é legal. French Navy!

Foi ele também que indicou Nervoso. Hein? Fui procurar. Nervoso e os Calmantes, vejam que nome sensacional. Depois descobri uma música deles com Rodrigo Amarante, que dispensa comentários. Fui na primeira também. Na sorte. Aí ouvi Já Desmanchei Minha Relação! Velho, massa. rs

Aííí, meu amigo @gcastellucci, que é todo antenadinho, entrou na onda e indicou Arctic Monkeys. Ele mesmo escolheu uma e mandou o link. Fluorescent Adolescent. Diga aí se não é pra ficar de bem com a vida? Claro que é. É sim.

Mas tem mais. Aí chegou @zeca_forehead com The Baseballs. Eu tenho ou não tenho uns amigos espertinhos? Ah, tenho. Esses baseballs têm um som com cara de anos 60, sei lá. Um rockabilly divertido, como ele mesmo definiu. Adorei. Eles fazem várias versões de músicas bem conhecidas. O perigo de ouvir Umbrella é parar de correr e começar a dançar no meio da rua. Vá preparado.

Aí veio @Priscila_limma, porque nós meninas também sabemos das coisas. Essa é mais pra quem curte um som dance. Essa aí (Maroon Five e Christina Aguilera) é pra provar que todo mundo no mundo gostaria de se mover como Jagger. Mick Jagger.

Ah, @jairguima indicou mais de uma. Essa aqui tem uma pegada meio adolescente, mas vá lá, diga que não anima. The Ting Tings, That’s Not My Name. Ouçam toda. Eu gostei, é ótimo pra cantar e dançar que nem quando eu tinha 15 anos e dançava na frente do espelho em casa. Oh, calorias que se vão sem esforço.

E pra terminar, a minha indicação. Tô adorando essa. Cee Lo Green, pra aqueles momentos em que dá vontade de jogar tudo pra cima e pronto. Aí é colocar Fuck You pra tocar e se jogar na oportunidade. Vá!

Ainda teve bem mais coisa, mas aí o post ficaria gigantesco então eu selecionei essas. E olhe que já deu um trabalhão. Acabou que é muito mais que uma playlist da corridinha. Virou ponto de partida pra conhecer um monte de outras músicas, dessas bandas, dos links relacionados lá no youtube. Em se procurando, tudo dá.

Espero que vocês tenham gostado como eu gostei. Fiquei ligada nos 220 depois de tanta coisa boa! Fone de ouvido, meu amigo, vamos ficar juntos para sempre?

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Bateu asas

Hoje meditei. Preparei tudo, o incenso que eu gosto, luz baixa, persianas fechadas, música relaxante. Sentei e esperei todos os pensamentos se apresentarem a mim. Quem quis aparecer, apareceu. Os problemas urgentes, e os recentes, deram “oi” e seguiram caminho. A alegria de estar em casa, fazendo as pazes com as minhas coisas, veio, me abraçou e ficou. Meus prazeres mais enraizados, antigos, também vieram me ver. Meus últimos sonhos, indecifráveis e estranhos, atravessaram em minha frente. Até que o moço que o recolhe o lixo dos apartamentos do prédio tocou a campainha e mandou todo mundo embora. Mas eu não fiquei nada chateada. Pensei em como eu quero minha casa – e minha vida – organizada, respirei, levantei e resolvi tudo em instantes.

Depois sentei em frente ao computador, mas o que atraiu minha atenção foi um mosquito preso no vidro da minha varanda. Ele tentou sair, tentou, se debateu, se cansou. Acho que ele respirou, se é que mosquito respira, e parou um pouco. Andou pra lá e pra cá, tentou explorar possibilidades. Subiu, parou e ficou lá um tempão. Se mosquito tivesse audição, eu juro que teria se acalmado com a música que eu tava ouvindo e que também me acalmou. E aí eu me senti meio como ele. Não no lugar físico errado, mas num lugar errado, de onde eu queria sair. E como ele, eu também estava parada, respirando, explorando possibilidades. “Não se afobe não, que nada é pra já”, eu diria a ele a frase que repito pra mim de tempos em tempos, pra internalizar que a vida é agora, mas não é só agora. E seja qual for o próximo passo, é preciso respirar, pensar, explorar possibilidades. Há tantas coisas lá na frente. Quais serão elas? Responda quem puder.

PS 1: Devo salvar meu mosquitinho angustiado?

PS 2: A música era essa.

PS 3: Antes de clicar em “publicar”, olhei pro vidro. Ele já tinha ido embora.

Noite silenciosa.

(Para ler ouvindo Silent Night, Sixpence None The Richer)

Cá estou eu, ouvindo Silent Night, olhando pra minha própria árvore de Natal, que acabei de montar e enfeitar. Na minha casa, pra onde mudei há três meses, deixando a casa dos meus pais. Numa segunda-feira estranha e nostálgica. Um dia em que senti muita saudade, de várias pessoas, momentos e coisas. Saudade de alguma coisa não explicada, de uma fase inocente, incondicionalmente feliz da minha infância. O Natal e suas várias caras. Eis que ele hoje veio em forma de nostalgia. Enquanto colocava cada bolinha na árvore ia lembrando de cada ano em que armei a árvore na casa dos meus pais. Sozinha, com minha mãe, com meu pai, com minha irmã. Eu sempre estava, é uma coisa que sempre gostei muito de fazer. Nunca esquecia de colocar músicas natalinas pra acompanhar o momento mágico. A mágica hoje, apesar de bonita, foi um pouco melancólica. Hoje senti vontade de dizer a algumas pessoas o quanto elas me fazem falta. Algumas há pouco tempo, outras há muito, outras todos os dias. Um sentimento bom, acho que dezembro me motiva a abrir mais meu coração, que já é um bobo, vou confessar.

Hoje, voltando pra casa com as caixas de enfeites e da árvore, vim observando todos os carros, sendo conduzidos por aquelas pessoas adultas que votavam pra casa do trabalho. E me lembrei de quando eu olhava pra eles no banco de trás, fazendo certo esforço pra conseguir ver, de tão pequena. Olhava e me sentia segura de estar também num carro, com minha família, voltando pra nossa casa, no Natal, doida pra chegar e acender a luz, fazer aquele barulho de criança que enche a casa, andar pra lá e pra cá sem rumo, só pra ver se estavam todos ali, o que faziam, sem nenhum pensamento mais profundo do que, descalça, “que chão geladinho da minha casa”.

E hoje era eu dirigindo meu carro, voltando do trabalho à noite, pra minha casa ainda sem família, mas que agora teria uma árvore de Natal pra me lembrar que na verdade, eu ainda sou aquela mesma criança que ri e adora sentir o fresquinho do chão. Fazendo um pouco menos de barulho, mas ainda hipnotizada pelas luzes do pisca-pisca.

Chorei e sorri.