Archive for Junho, 2012

Bach, a palavra e o pensamento

Que coisa louca e encantadora me aconteceu agora, há não mais que cinco minutos. Estou rindo sozinha em frente ao computador porque não sei bem como verbalizar isso, mas vou tentar.

Basta dar uma “folheada” neste blog (o certo seria “rolada de página”, mas folhear é bem mais melódico, vocês vão entender) pra perceber que não o atualizo com uma frequência regular. Escrevo quando dá na telha, embora gostaria que desse bem mais na minha telha, essa coisa de escrever aqui. Mas hoje eu sabia que escreveria. Não tinha um assunto, mas escreveria. Até tinha um, que na verdade sentei pra desenvolver, mas não conseguia gostar do raciocínio, achava desinteressante, embora fosse interessante, essa coisa confusa que dá – essa sim, frequentemente – na minha telha. Depois ensaiei outro assunto sobre o qual nem tinha pensado e foi ficando assim, assim, não era aquilo ainda. Até que pensei “vou me inspirar por aí”. e resolvi acessar alguns dos blogs e sites mais interessantes que eu conheço, pra ver se acendia uma luz. Fui no primeiro deles, o Papo de Homem (olha, feministas, podem brigar, papo de homem é super inspirador pra mim). E no primeiro link que cliquei fiquei absolutamente apaixonada. Vou refazer os caminhos dessa sequência curta e louca que minha cabeça fez pra que eu ficasse assim.

Mais cedo, estava assistindo o primeiro capítulo da sexta temporada de House, que acompanho dedicadamente. Adoro House. E em uma cena aparece uma pessoa com um cello tocando uma música. “Isso é Bach!” Comentei. Ah, Bach, só Bach mesmo, com essa música divina, sublime, que cala tudo. Te amo, Bach.

Aí pulamos para a parte em que eu escrevo e apago, escrevo e apago e resolvo acessar o PdH. Aí eu leio um texto que traz uma música. Bach. O mesmo apaixonante prelúdio de Bach do capítulo de House. E esse texto fala sobre uma literatura melódica, sonora, emocionante, e inovadora. E aí me cresce instantaneamente uma fé infinita na palavra, no texto, nas infinitas possibilidades de pensar e criar. Nas linhas que ainda não foram escritas. Nas que milagrosamente foram. E em como eu sou apaixonada pela palavra. E em como elas podem, juntas, me emocionar desse jeito simples e bobo e ao mesmo tempo genial, como no caso de “poucos dias depois de completar trinta anos Emilia morreu, e então não fez mais aniversário porque começou a estar morta.” E no que o autor da postagem (que não é autor deste trecho) completou brilhantemente, propondo que se a morte começa, ela pode pode ter meio, e acaba em algum momento. Sem pensar em religião, qual seria o fim da morte, e o durante? Não sei. O que eu quero é só me deliciar com o pensamento. Esse universo desconhecido das ideias loucas e transformadoras. Cliquem >aqui<, leiam, leiam.

Ainda pescando o post de Rodolfo Viana. Se, como disse o jornalista e escritor Felipe Pena, “escrevo porque não sei fazer música; Se soubesse ler partituras e articular notas harmônicas, não me arriscaria nessas linhas tortas e analfabetas”, só me resta agradecer a Deus, que nem todos saibam fazer música. Assim a arte escrita pode existir à vontade.

E para falar com Deus, nada melhor do que ouvir Bach.

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