Archive for Novembro, 2010

A visita é rápida

A ansiedade que antecede uma coisa muito boa é também ótima. Agora falta pouco mais de uma semana pra minha viagem. Muita gente vai pensar “que há de tão grande em fazer uma viagem de 21 dias, em três semanas volta tudo ao normal, mais uma semana de férias e volta a trabalhar… grande coisa.” Pois pra mim é grande coisa sim. É uma nova e linda oportunidade de viver dias completamente diferentes, aprender coisas novas, ouvir músicas novas, ouvir as pessoas falando um idioma diferente ao meu redor, sentir um outro clima, talvez dar de cara com a neve, isso eu adoraria, nunca vi neve, sou baiana, congelo com 15 graus! Pois eu, baiana e congelada, vou chegar, ver o dia nascendo às 8 da manhã e terminando às cinco da tarde. E ainda assim ver a noite de outro jeito. De férias posso ver o dia terminar e nascer de novo sem fazer nenhuma pausa nesse intervalo. Eu me encanto fácil. E como disse dois posts abaixo, pra me fazer sorrir com o coração é preciso pouca coisa.

Agora, por exemplo, basta ouvir Eddie Vedder cantando Better Days que me dá uma fé no futuro… uma ansiedade das coisas que ainda não fiz, e que quero e vou fazer. Quero viajar muito, conhecer tudo que eu puder. Lá fora e aqui dentro também, porque a cada dia a gente se conhece um pouco mais. Sou completamente – e irremediavelmente – apaixonada pelo mundo. Lembro de quando escrevi este post falando sobre a visita rápida que a gente faz a este planeta, e sobre como tem tanta gente que vem a este “passeio” e não se dá a chance de dar uma olhada no que está ao redor. Não precisa ir a Paris, o passeio pode ser na Chapada Diamantina (que morro de vergonha e frustração por não conhecer – ainda) ou Itacaré, ou Morro de São Paulo (amo os dois!). Pode ser no litoral norte, ou na cidade vizinha. Mas sair do lugar onde se vive a rotina, porque não dá pra fugir dela, é importante pra ampliar os horizontes, inclusive dos sonhos.

Hahahah… cá estou eu falando em sonhos, em sorrir com o coração, em paixão pelo mundo, em encantamento… este texto está a minha cara. Esta sou eu, eu goste disso ou não, boba, encantada, apaixonada, riso fácil e sonhadora. Típico. Às vezes fico pensando se vou fazer 50 anos assim. Flutuando desse jeito. Eu espero que sim.

O que te apavora?

Adorei a repercussão do post anterior. Não só nos comentários aqui, mas também no post lindo que Rita fez em seu Estrada Anil. Aliás, melhor que o post, como os comentários aqui também foram. Fiquei até com vontade de voltar e falar mais sobre isso, porque tem tanta coisa que me faz feliz e eu não falei. Mas decidi que não, porque hoje vou ser um pouquinho mais corajosa. Falar do que me faz bem é fácil, hoje vou falar do que me dá medo.

Pensar em perder as pessoas que eu amo me dá muito medo. Pensar em sofrer de novo algo que eu já sofri muito me apavora. Doenças graves me dão medo, assim como a ideia de ficar só. Tenho medo de nunca aprender lições e repetir os mesmos erros. Medo da minha preguiça, da minha impulsividade eu tenho só receio. Tenho medo da humanidade que parece cada dia mais ensimesmada, fria e individualista. Morro de medo de violência e de intolerância. Medo de pesadelo, algum medo de avião, medo de deixar a vida passar sem viver tudo que eu quero. Medo de me faltar amor. Pavor de não dividir a vida com alguém. Barata não conta. Medo da covardia e das pessoas covardes. Medo de não enxergar beleza onde ela existir e medo de quem é capaz de machucar outra pessoa. Tenho medo da falta de iniciativa, de ficar pequena diante de um problema que me desafie. Medo de ser muito medrosa.

Mas a vida é tão doida, que ao mesmo tempo em que tantos medos me povoam, as certezas estão do lado deles. E uma delas é a certeza de que a coragem é amiga do medo. A prudência também é. Ter medo é ter ideia de que a partir de algum ponto o risco não vale mais a pena. E talvez seja a hora de pensar “melhor não”. Correr riscos é uma das coisas que mais fazem sentido nessa vida, e a gente corre riscos todos os dias, mas cautela e canja de galinha… Também reconheço que em alguns aspectos o bom da vida é se jogar no desconhecido, se deixar encantar por ele, deixar que suas certezas todas caiam, seus conceitos mudem, se entregar a experiências e pessoas diferentes. Mas isso não tem muito a ver com os meus medos, e fugir do tema zera a redação. Sempre tive medo de zerar redações!

E vocês? Quais são os seus medos? Não fiquem com medo de dizer, juro que não vou contar a ninguém. 😉

O que desperta a felicidade?

Estava aqui em meu quarto pensando… o que vale a vida pra mim? O que faz meu olho brilhar, o que me faz sorrir internamente, o que me faz sentir plena, feliz, com aquela sensação de “eu vivo pra sentir isso”? A gente sempre acha que se conhece muito bem, será que eu sei mesmo o que vale a vida pra mim? E vocês, será que sabem também?

Viajar, conhecer pessoas interessantes, ouvir música no carro (em qualquer lugar), ver a lua cheia, dizer o que eu sinto, ter amigos verdadeiros, fazer algo bem feito, fazer alguém sorrir, gritar, me sentir sexy, tomar chuva, beijar na boca, me emocionar, ter crise de riso, minha família, me arriscar por vontade, ir pro cinema, aprender um idioma novo, comer, rezar, amar, beber, tomar banho de mar no Porto da Barra, sentir o vento, me apaixonar, ficar sozinha, ter um blog, falar na rádio, acender incenso, dançar, cantar, ler.

Me dá mais 5 minutos e vou achar mais um monte de coisa. Mas eu quero saber, de verdade, sem ser aquela satisfação superficial. Lá no fundo, o que vale a vida pra você?

INEPtos

Francamente. Essa história do ENEM é revoltante além da conta. 4 milhões e seiscentas mil pessoas prejudicadas com a suspensão do exame feito neste fim de semana. A suspensão, apesar de arrasadora pra quem passou o fim de semana sentado numa cadeira respondendo uma prova cansativa com 180 questões, acaba sendo a decisão mais justa, frente aos inúmeros erros ocorridos no decorrer do processo. Folhas de respostas com erro de impressão, fiscais mal preparados para orientar os candidatos, cadernos de prova trocados ou faltando questões, e outros problemas que, obviamente – desde que se queira enxergar – prejudicam a credibilidade dos resultados.

Pronto. Milhares de candidatos que se sentiram prejudicados reclamaram, o Ministério Público Federal pediu e a Justiça do Ceará decidiu: o ENEM foi suspenso no Brasil inteiro. A decisão cabe recurso, e o Ministro da Educação já afirmou categoricamente que irá recorrer, e que nem cogita cancelar o exame. Ora, meu querido ministro, com todo respeito, mas decisão judicial é decisão judicial, e não importa se você é bonito ou feio, tem que obedecer. Agora eles querem reaplicar as provas apenas para uns poucos milhares (?) de candidatos que receberam os cadernos com defeito de impressão. Injustiça maior não há. Então submete-se esses estudantes a um novo estresse, uma nova provação, ainda mais ansiosos. E a igualdade de condições, e a isonomia? Tudo na lata do lixo. O MEC e o INEP – orgão do MEC (ir)responsável pela realização do ENEM – não admitem refazer a prova para todos, embora admitam falhas, que pelos depoimentos deles foram mínimas, quase irrelevantes.

Atribui-se a culpa à gráfica que imprimiu os cadernos de provas. Ah, ok, então foi isso. Vamos esquecer que gastamos mais de R$ 70 milhões pra fazer o exame desta vez. Precisamos de quantos milhões mais? Pronto. Aqui está. Vamos esquecer tudo isso, passar uma borracha. Aliás, aqui pode passar borracha, porque no ENEM lápis e borracha foram proibidos. Virem-se pra fazer seus cálculos e sua redação com caneta preta.

Quanto aos fiscais que em cada escola deram uma orientação diferente aos candidatos, o MEC afirma que o treinamento coube às unidades escolares que aplicaram as provas. Para o Procurador da República que solicitou a suspensão do exame esse treinamento deveria ficar a cargo das universidades federais. Mas as responsabilidades são todas repassadas. Os erros nas provas são da gráfica. Os fiscais mal treinados não foram treinados por nós. Não aceitamos cancelar o ENEM. Nada disso é nossa culpa.

Enquanto isso, alguém aí se lembra que 4 milhões e seiscentas mil pessoas se inscreveram pra fazer essas provinhas? Que essas pessoas tem família e que isso triplica ou quadruplica o número de prejudicados? E aí, vai ficar por isso mesmo? Já disse e repito: seria muito bom o Ministério da Educação começar o dia amanhã com uma multidão de estudantes exigindo respostas, explicações e principalmente uma solução justa para esta palhaçada. Porque em algum momento a gente tem que reclamar de alguma coisa. Em algum momento as pessoas vão ter que sair da passividade pra exigir que a competência esteja no currículo de quem manda neste país.

Diário de Viagem – faltam 30 dias!

30 dias! Um mês! É o que falta pra entrar no avião e rumar para a Europa. Estou tão ansiosa que mal posso esperar. Vou mais uma vez visitar minha irmã em Le Grand Quevilly (Rouen) e vou voltar a Paris… Ah, Paris, que cidade espetacular. É, Paris é um espetáculo. Paris tem cartões postais grandes e pequenos. Tem a Torre Eiffell, o Arco do Triunfo, o Panteão, o Louvre, o Sena, o Sacré Coeur. Mas também infinitas ruas e ruelas, cada uma mais linda que a outra, infinitos cafes e brasseries, com seus toldos bordeaux, suas cadeirinhas na calçada, flores nas sacadas de praticamente todas as janelas. Paris tem os franceses sempre meio mal humorados, mas que são capazes de te levar andando a um lugar que você pergunta onde é e fica difícil de te mostrar. Eles vão com você. Eles agradecem todas, todas as vezes que você dá dinheiro pra pagar alguma coisa. Você pede uma garrafa de água, dá o dinheiro, e eles SEMPRE pegam dizendo merci. Tem as francesas tão estilosas, crianças e seus barquinhos no Jardim de Luxemburgo, casais apaixonados. A impressão que eu tenho é que os parisienses pedem apenas que você se adapte um pouco à cidade. Tente não ser tão diferente. É que Paris e os parisienses são tão lindos que acham feio o que não é espelho.

Uau!

Luzes de Paris

Galeries Lafayette

E Rouen:

É Natal em Rouen!

Luzes de Natal em Rouen

Bom, além de Paris e Rouen, que aliás tem uma catedral, Notre Dame de Rouen, que é considerada uma das mais lindas da Europa (conheço poucas, mas certamente é mais linda que a Notre Dame de Paris e tão linda quando a de Notre Dame de Chartres), desta vez sairei da França. Finalmente vou conhecer Londres! E confirmar ou não tudo que penso sobre a cidade.

It's Christmas time!

Let it snow 🙂

E também vou para Bruges, na Bélgica! Depois de assistir o filme “In Bruges” (2008, que aqui ficou chamado “Na Mira do Chefe”) fiquei curiosíssima pra conhecer Bruges. A cidade é tida como a Veneza do norte da Europa, e sua noite cor de âmbar é hipnotizante.

Uau, Bruges!

Natal em Bruges

Sei que vou sofrer o pão que o diabo amassou com tanto frio! Pensei até em ir em outra época, mas minha irmã me convenceu usando argumentos incontestáveis. As crianças vão para a escola nesse frio, por que você não ia querer ir passear em Paris? e também Vai perder o Natal em Paris? Ok, malas quase prontas.

Estou ansiosa pra conhecer meu novo sobrinho Rafael, pra rever meu pequenininho Esteban, pra ficar com Rai e Pierrick, conhecer a casa nova deles, além de conhecer lugares novos, clima novo, gente nova, diferente. E vou fazer tudo isso ao lado de minha amiga Elen, companhia melhor é simplesmente impossível!

Já tô em contagem regressiva!

E o mais lindo da Europa vem agora:

Rafael e Esteban!

Calma, Nardele! Só 30 dias!

Delita e Capitulina

“Ela morreu”.

Acordei no meio da noite com um homem dizendo isso em voz alta em meu quarto. O susto foi grande. Não havia ninguém em casa além de mim e dos meus pais, que dormiam tranquilamente no quarto deles. Mas alguém havia dito essas duas palavras ali, entre aquelas quatro paredes, no meio da madrugada. “Ela morreu”. Vejam, não estou me referindo a espíritos, não é isso, embora não possa descartar a possibilidade, porque não creio em bruxas, mas que elas existem, existem. Só que não havia mais ninguém ali.

O fato é que as palavras “ela morreu” me levaram de volta a uma noite quatro anos antes, quando, já por volta das 11 horas, o telefone tocou em casa. Era uma tia, dizendo que minha avó, que viera do interior para se tratar de um problema de saúde, não passava bem. Meu pai atendeu, e pelo tom de sua voz senti que o problema era grave. Minha avó gemia de dor, e minha tia estava nervosa. Meu pai receitou um remédio, não é médico, mas trabalhou toda a vida com farmácia, e conhece substâncias como um médico. Desligou o telefone. Passou um tempo, a situação acalmou-se. Todos dormimos. No meio da madrugada toca o telefone. Meu pai vai atender, tenso e angustiado. A conversa não demora. “Alguém está indo levá-la ao hospital?” Sim, havia um sobrinho que morava mais perto e que estava a caminho. Meu pai já não dormiu. E eu, a cada toque de telefone, me afundava mais na cama. Eu não queria ouvir, eu não queria saber. Eu fingia estar dormindo, porque se eu não participasse daquilo, era como se não estivesse acontecendo. Talvez de alguma maneira eu sentisse a gravidade da situação, e não queria de jeito nenhum enfrentar. Até que mais uma vez o telefone tocou. Eu não ouvi quase nada. Segundos depois veio o ruído do telefone encaixando-se no gancho. Passos no corredor. Meu pai passa na porta do meu quarto, segue em direção ao dele e fala à minha mãe, quase num sussurro engasgado, sem crer, mas o mais firme que ele pôde: “Ela morreu”.

Eu, num gesto egoísta, infantil e covarde, apertei o travesseiro na cabeça e ouvidos, cerrei os olhos, me contraí inteira. Não quero. Não quero. Não era verdade. Não podia ser. Mas era. Eu enfrentava a morte da minha avozinha Capitulina, que me chamava de Delita e que conversava com os cágados do quintal, e enfrentava a dor do meu pai, um menino, agora órfão de mãe, a mulher forte e guerreira que ele tão bem descreve em suas histórias. Ela morreu. Depois de entrar numa bolha particular, como que pra fingir que nada daquilo estava acontecendo, saí, me levantei e encarei meu pai, olhos cheios de lágrimas, desnorteado pra lá e pra cá da casa, tentando organizar um copo que estava fora do lugar, um pano que tinha caído no chão, como que pra ocupar sua mente para que ela não entrasse em colapso. Minha mãe, tentando apoiar o marido, e a filha que tinha acabado de perder a avó, era a imagem de uma mulher que gostaria de guardar a família debaixo da asa. Minha irmã já morava fora.

Meu pai sentou, chorou um pouco, mas sempre de maneira contida. Chorei com ele em silêncio. Fomos deitar. Eram 3 da madrugada e àquela hora não havia mais o que fazer. Deitar, mas não dormir. Cedo fomos até lá e as providências foram sendo tomadas.

Aquelas palavras, “Ela morreu”, me assombram ainda hoje. Elas me apunhalaram de maneira tão aguda, que não posso pronunciá-las juntas sem sentir, ao menos um pouco, a sensação de negação que tive aquela noite. E quando acordei ouvindo “ela morreu” dentro do meu quarto, me assustei. Eu não sei quem disse. Mas era uma voz clara, masculina, quase me alertando, quase me chacoalhando. “Acorde, porque ela morreu”. Se isso foi um recado, não sei se entendi direto. Acordei angustiada e triste. Não exatamente com medo. Talvez seja meu subconsciente me avisando que diante de momentos em que a vontade é de negar fatos trágicos, essa é justamente a hora em que é preciso acordar. Talvez seja a força desse registro em minha cabeça, reverberando tanto tempo depois. Talvez seja minha mente tentando me fazer finalmente acreditar na perda da minha avó. Sim, ela morreu.

Há dois dias sonhei com ela. Era dia de finados e seu aniversário. Talvez tenha sido uma visita, mas não era aquele sonho clássico, de filme, “estou bem, cuide de fulano de tal”. Não, era uma conversa trivial, nem lembro sobre o quê. Mas de fato ela estava mais jovem.

“Ninguém deu comida pra gente hoje, dona Capitulina!”, dizia ela no quintal quando eu era criança, fazia voz de menino, como se fossem os cágados que moravam no fundo da casa falando com ela. A gente olhava, eu e minha irmã, sorriso congelado no rosto, e depois gargalhadas finas. Diversão pura e simples. “Olha aquela fulô ali, Rai”, “não é fulo, vó, é flor!”, “Ah é, verdade”. “Deus lhe abençoe, Rai!”, “não vó, é Delita no telefone”, “Oh, é mesmo”. “Corta uma fatilha desse bolo aí pra mim, Delita”. “Não é fatilha vó, é fatia!”. E nos desmanchávamos em risos.

Não precisa me lembrar. Não esqueço que ela morreu. Mas o mais importante de toda essa história é que ela viveu.

Fuxico de vovó.

Fulô na frente de casa.

Já Morro de Saudade

A vida é agora. Pensando nisso, decidi no final da tarde de sexta-feira ir para Morro de São Paulo com três amigas na madrugada seguinte. Tive duas horas para organizar tudo e estar a postos. Pra quem não sabe, ir para Morro de São Paulo compreende pegar um ferry-boat (e a fila que o espera), pegar estrada (quase duas horas) e depois uma balsa. No meu caso duas balsas, porque primeiro parei na Gamboa do Morro.

E foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. Com três pessoas amigas, leves, engraçadas, dispostas a viver momentos felizes e inusitados, e a enfrentar o cansaço das viagens com total bom humor. Dancei, ri, bebi, comi, mergulhei, tomei banho de uma lama que faz bem pra pele, e tudo mais. Aliás, a tal lama foi um capítulo a parte, primeiro você anda um pouco na praia até chegar ao lugar. Lá tem uma rocha gigantesca que se desprende aos pouquinhos e se junta com o mar, sei lá como é que é direito. O fato é que o resultado dessa mistura fica com uma consistência de chantilly, você entra e afunda meia perna, e todo mundo parecia estar num verdadeiro parque de diversões. Como Morro recebe muitos turistas, havia um grupo de espanhóis que entrava de cara na lama. Um grupo de sulistas e cearenses que escorregava na lama. E eu, Maslowa, Adriana e Bárbara também parecíamos crianças tendo crises de riso e jogando lama umas nas outras. Foi uma experiência e tanto. A lama é de uma cor tipo um rosa claro alaranjado, e estar dentro dela é uma sensação única. Depois banho de mar – que está logo à frente – pra tirar a lama do corpo e a pele fica deliciosa, hidratada, não sei explicar, nem se há qualquer base científica pra isso, mas talvez a gente fique tão feliz e leve ao sair de lá que tudo fique mais bonito no mundo, até a pele.

Conheci pessoas de outras partes do mundo, vi as deslumbrantes paisagens do Morro e de Gamboa, estive juntos de amigas queridas e admiráveis. Que bom que decidi ir. Baterias recarregadas!

Adri, Lowa, eu e Binha

Nem o capeta se rendeu ao paraíso!

Só queria chegar, ir embora nunca.

Dolce far niente.