Archive for Junho, 2011

Bilhete na porta

Minha inspiração está fechada para balanço. Neste exato momento me encontro me questionando sobre a vida, o universo e tudo mais. Não desista, volte mais tarde.

Grata,

A Direção.

Seja bem vindo, Cisne Negro

Para ler ouvindo Tchaikovsky.

Arrebatador. Foi o adjetivo mais adequado que achei pra descrever o filme Cisne Negro. Um filme que te joga sentado numa cadeira e te obriga a assistir o quanto você é medíocre, covarde, metade, o quanto você não ousa, e o quanto você perde com isso. Não estou falando especificamente de mim, embora genericamente seja isso também. Estou falando de qualquer pessoa. Que em algum aspecto da vida se sente acovardado pela própria fraqueza. Seja onde for. Acuado pelo receio da desaprovação alheia. Pela perspectiva de que dar um determinado passo pode te custar o status de perfeito, ideal, dedicado, correto.

O Cisne Negro é o nosso lado ousado. É o sedutor, corajoso, agressivo, até. Aquele que se impõe, transformador de vidas alheias. Que assume a responsabilidade por si, mas não pelos outros. O Cisne Negro é aquele que devemos invocar em momentos de fragilidade. Ele é intenso e decidido. Horrível e belo. E assume quem é, independente do que causar.

O Cisne Negro é tudo que o Cisne Branco não é, em sua mania de perfeição e adequação. É a sombra. E me causou a sensação de que em alguns momentos da vida é preciso deixar que ele nos domine. Nem todos os dias o branco, nem todos os dias o negro. O encantador é o equilíbro dessas duas forças.