500 dias com ela é uma comédia romântica, mas não é tão romântico, e em alguns momentos não é muito cômico, é quase trágico. Mas é adorável. A construção do filme é muito diferente da convencional. Foram 500 dias de romance, quase um ano e cinco meses. O filme começa no meio, volta pro início, dá uma espiadinha no final, e a cada viagem no tempo, na tela que diz em que dia estamos, há um desenho, uma imagem que muda de estação. No começo é sempre verão ou primavera. Quando vamos chegando à fase em que o romance dá um “fade”, as folhas do desenho caem, ficam vermelhas, e no final, um indesejado e desagradável inverno. O nome da personagem? Voilà, Summer. 500 days of Summer, é o título original. Ele se apaixona por ela, ela gosta também dele. Mas ela não acredita em amor, em compromisso, então decide que quer sim, viver ótimos momentos com ele, Tom, mas nada de compromisso. Ok? Sim, ok pra ele, mas no fundo ele detesta a ideia. E, claro, cai de amores por Summer. Aliás, se eu fosse homem, acho que Summer seria a mulher ideal. Ela é linda (quem não ama a Zooey Deschanel?), espirituosa, inteligente, diferente das outras. Tom (Joseph Gordon-Levitt) também é o máximo. Mas Summer, depois dos namoros anteriores, não acredita mais que se comprometer com alguém tenha futuro. Ela conta pra ele como era seu último relacionamento. Nesse momento do filme, já no “outono”, depois de ouvir o relato dela, ele pergunta: “E o que aconteceu com esse relacionamento?”, e ela responde: “O que sempre acontece. A vida.” Simples assim. Receba. Sobreviva depois dessa.
Eu acho que estou falando demais sobre o filme, fique à vontade para passar para o post abaixo ou outro (não vá embora não!), mas anyway, vale a pena assistir mesmo depois de saber tanto a respeito.
Tem um momento específico do filme que é espetacular. Depois que eles já terminaram, ela o convida pra uma festinha na casa dela. Ele compra um presente e vai. Desde a ida dele, até quando ele vai embora, a tela se divide em duas, direta e esquerda. Começamos a ver dois filmes diferentes. Do lado esquerdo (ah, o do coração…), a Expectativa. Desde a subida das escadas do prédio, a história se desenrola da maneira como ele gostaria que fosse a festa. Do lado esquerdo, também começando da subida das escadas, o que de fato acontece, a Realidade. Na Expectativa, ela o recebe com um forte abraço, um beijo no rosto, e fica conversando com ele a festa inteira, e acabam se beijando loucamente. Na Realidade, ela o recebe como receberia qualquer outro amigo, e apenas fala rapidamente. Logo vai estar com um novo “amigo”, com quem fica conversando todo o tempo.
Como o narrador diz no início, é um filme sobre um cara que conhece uma garota. O final? Ah, eu estou coçando as pontas dos dedos de vontade de dizer, mas aí já é um pouco demais, até pra mim. Veja. Mas veja mesmo. Na trilha sonora The Smiths, She & Him (banda de Zooey Deschanel), Carla Bruni.

Boy meets girl

Love happens sometimes!

Summer with Summer

In love - tudo azul!

Malditas expetativas de Tom

O que sempre acontece, a vida

Eu vi mesmo! Ops, a unhas aparecem sem querer (hehehe Marina, Impala)