Sobre ler e pertencer a grupos

bookhaul

Na Rádio Metrópole, onde trabalho há dez anos (Deus, o tempo voa) eu faço semanalmente um quadro sobre literatura chamado Entre Páginas. Basicamente o que eu faço é indicar livros. Lançamentos, clássicos, infantis, best sellers, não importa. Se houver algo interessante sobre um livro, ele pode aparecer no Entre Páginas. E eu tenho observado um fenômeno interessante nas minhas últimas pesquisas. Me parece que os jovens têm lido mais. E eu digo isso porque existe um número enorme de blogs e principalmente vlogs (não sabe o que é? Google!) onde adolescentes fazem resenhas de livros. E isso não é só aqui no Brasil. Com alguma desenvoltura – ou pouca, ou nenhuma – eles resolveram simplesmente falar de literatura. À sua maneira, meninas e meninos atualizam suas páginas com livros que vão do infanto-juvenil aos clássicos adultos. O que eles falam? Sabem fazer crítica? Suas resenhas são interessantes / inteligentes? Importa muito pouco pro que eu quero dizer. Eles estão lendo. E isso, em si, já é uma boa notícia.

Faço apenas uma observação: todos me parecem iguais, e isso é outro fenômeno. Se vestem da mesma forma, tem os mesmos trejeitos, seguem um modelo muito rígido de comportamento que dá pouco espaço pra espontaneidade, embora seja justamente a aparência “espontânea” que pareça tão obrigatória. Mas assim são os adolescentes. Sempre querem parecer tão diferentes, descolados, genuínos, que acabam ficando todos iguais. No final acho que isso tem até sua graça. E fico feliz de ver que ler – que bom – também está na moda.

3 responses to this post.

  1. Verdade Nardele, os jovens parecem estarem contrariando o que se esperava com a advento das tecnologias e lendo mais e falando sobre isso. Quanto ao comportamento igual, vale uma reflexão: e nós não éramos tão especialemente únicos e tão iguais também em nossas aborrecências (risos)… parece ser a dor e a delícia do crescer.
    Parabéns pela volta, seus textos fazem muita falta.
    Parabéns pela maternidade, presente maior da vida que nos dá graça a tantas simples coisas que nunca prestamos atenção antes…. e que jamais será a mesma depois que esse amor incondicional nos toma de uma vez por todas.

    Responder

  2. Verdade Nardele, os jovens parecem estar contrariando o que se esperava com a advento das tecnologias e lendo mais e falando sobre isso. Quanto ao comportamento igual, vale uma reflexão: e nós não éramos tão especialemente únicos e tão iguais também em nossas aborrecências (risos)… parece ser a dor e a delícia do crescer.
    Parabéns pela volta, seus textos fazem muita falta.
    Parabéns pela maternidade, presente maior da vida que nos dá graça a tantas simples coisas que nunca prestamos atenção antes…. e que jamais será a mesma depois que esse amor incondicional nos toma de uma vez por todas.

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  3. Bom dia!

    Nossa! Estou aqui comentando sua postagem de 2015, mas há um propósito. Eu já admirava sua dedicação em mostrar e incentivar a leitura no Entre Páginas da Rádio Metrópole. Me considero um autor iniciante nesse mundo literário que busca, de forma independente, disseminar minhas produções e foi por meio de blogs e de pessoas que não tiveram preconceito com escritores desconhecidos (sou um deles) e que aceitaram a proposta para ler um dos meus livros e resenhá-lo.
    Nardele, se possível acesse meu blog, também possuo uma página no site Clube de Autores e Amazon. Gostaria de lhe oferecer um dos meus livros.

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