Por que amo Liz Gilbert

(Para ler ouvindo Attraversiamo)

Amo Liz Gilbert – Comer, Rezar, Amar – soberanamente pelas páginas 186 e 187 desse livro. Trouxe aqui pra compartilhar com vocês. Entendi que melhorar a minha vida depende de melhorar quem eu sou. E para essa tarefa tão, tão difícil, pedi ajuda a ela, que me deu as páginas 186 e 187 pra pensar bastante a respeito e trabalhar um bocado.

“…Há tanta coisa no meu destino que não posso controlar, mas outras coisas estão, sim, sob a minha jurisdição. Existem determinados bilhetes de loteria que posso comprar, aumentando assim, minhas chances de encontrar satisfação. Posso decidir como gasto meu tempo, com quem interajo, com quem compartilho meu corpo, minha vida, meu dinheiro e minha energia. Posso decidir o que como, o que leio e o que estudo. Posso escolher como vou encarar as circunstâncias desafortunadas da minha vida – se as verei como maldições ou como oprtunidades (e, quando não tiver forças para adotar o ponto de vista mais otimista, porque estou sentindo pena demais de mim mesma, posso decidir continuar tentando mudar minha atitude). Posso escolher minhas palavras e o tom de voz com que falo com os outros. E, acima de tudo, posso escolher meus pensamentos. (…)

À primeira vista, isso parece uma tarefa quase impossível. Controlar seus pensamentos? Em vez de o contrário? Mas imaginem: e se fosse possível? Não se trata de repressão, nem de negação. A repressão e negação inventam jogos complicados para fingir que os pensamentos e sentimentos negativos não estão acontecendo. Mas Richard está falando de reconhecer a existência dos pensamentos negativos, entender de onde vieram e por que apareceram, e então – com grande capacidade de perdoar e com grande coragem – mandá-los embora. (…) Deixá-los ir embora um scrifício, claro. É uma perda de antigos hábitos, de velhas implicâncias reconfortantes e de padrões conhecidos. É claro que tudo isso requer prática e esforço. Não é um ensinamento que você possa escutar uma vez e esperar dominar imediantamente. É uma vigilância constante, e eu quero isso. Preciso disso para ficar forte. Devo farmi le ossa, é o que dizem em italiano. Preciso fazer meus ossos.

Assim, comecei a me forçar a prestar atenção em meus pensamentos o dia inteiro, e a monitorá-los. Repito essa decisão cerca de setecentas vezes por dia: “Não vou mais abrigar pensamentos que não forem saudáveis.” Sempre que um pensamento desprezível surge, repito a decisão. Não vou mais abrigar pensamentos que não forem saudáveis. Na primeira vez em que me ouvi dizer isso, meu ouvido interior se espantou com a palavra abrigar e com seu substantivo correspondente, abrigo. Um abrigo, é claro, é um local de refúgio, um porto seguro. Visualizei o porto seguro da minha mente – um pouco surrado, talvez, um pouco maltratado pelo tempo, mas bem situado e com boa profundidade. O porto seguro da minha mente é uma baía aberta, o único acesso à ilha do meu Eu (uma ilha jovem e vulcânica, sim, mas fértil e promissora). Essa ilha já passou por algumas guerras, é verdade, mas agora está comprometida com a paz, sob a batuta de um novo líder (eu) que instaurou novas políticas para proteger o lugar. E agora – que a boa-nova seja espalhada pelos sete mares – há nos autos leis muito, muito mais rígidas quanto a quem pode adentrar esse porto seguro.

Você não pode mais vir aqui com seus pensamentos duros e abusivos, com seus navios de pensamentos assolados pela peste, com seus navios negreiros de pensamentos, com seus navios de guerra de pensamentos – todos eles serão rechaçados. Da mesma forma, quaisquer pensamentos cheios de exilados zangados ou famintos, de descontentes e panfleteiros, de amotinados e de assassinos violentos, de prostitutas desesperadas, de cafetões e de passageiros clandestinos – vocês também não podem mais vir aqui. Pensamentos canibais, por motivos óbvios, não serão mais recebidos. Até mesmo os missionários serão cuidadosamentes revistados para avaliar sua sinceridade. Este é um porto pacífico, entrada para uma ilha bonita e orgulhosa que está apenas começando a cultivar a tranquilidade. Se vocês respeitarem essas novas leis, meus caros pensamentos, então serão bem-vindos na minha mente – senão, eu os devolverei novamente ao mar de onde vieram.

Essa é a minha missão, e ela nunca vai terminar.”

7 responses to this post.

  1. Posted by Adriele on 17 de Setembro de 2012 at 20:49

    É realmente muito lindo e inspirador esse trecho. Caiu como uma luva, vc n imagina o quanto.
    Beijos flor.

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  2. Maravilhoso. Acho que vou imprimir e tê-lo como oração! =)

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  3. Posted by Helvia Rocha on 18 de Setembro de 2012 at 10:38

    Adorei Nardele. Não imagina como sso veio a calhar com minha situação atual! Obrigada!

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  4. Posted by Rogério Teles on 18 de Setembro de 2012 at 17:59

    Esse maravilhoso texto, sintetiza o que eu precisava pra acalentar meu espírito no dia de hoje. Obrigado Nardele.

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  5. Posted by nardele on 18 de Setembro de 2012 at 18:02

    Viram como esse texto é mágico? Ajuda quem lê. Quem não tem suas angústias? Quem não precisa de uma luz de vez em quando? Que bom que ajudou vocês também.🙂

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  6. Posted by Luiz A. D. Gonçalves on 18 de Setembro de 2012 at 21:41

    Você já leu ou assistiu ao “Quem Somos nós?” (“What the Bleep?” no original em inglês). Leva às mesmas idéias com uma base mais filosófica e psicológica. Vale a pena.

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  7. Adorei. Esse livro é mesmo muito bom! O texto é ótimo pra refletir! E serviu também pra me lembrar de voltar a ler a continuação do livro “Comer, Rezar, Amar”, “Comprometida” , que eu acabei abandonando por um motivo qualquer!

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