Paixão, e basta.

Eu sou uma romântica mesmo. Boba por uma história de amor e paixão. Vendo as fotos de um amigo “recém apaixonado”, parei pra pensar que poucas coisas (tem alguma?) são mais loucas e intensas do que a paixão. Quem explica? Quem ousa tentar entender porque, de repente, aquele recém chegado personagem da sua história virou tão indispensável, tão influenciador de seu humor, tão dono de seus pensamentos, tão gerador de tensões, desejos, suspiros, planos, medos, êxtases? Assim, sem mais nem menos? Quem se atreve a me dizer do que é feita essa mistura de sentimentos eufóricos e angustiantes, às vezes sereno, às vezes anestesiante, que faz a gente respirar diferente e sorrir ou chorar, a depender, a depender?

Ah, como eu respeito aqueles que, mesmo sem saber do que se trata, se deixam levar pelas demandas urgentes da paixão. Que confessam, sem medo ou economia, que aquele domínio é dela e de mais ninguém. E que sabem enxergar, mesmo quando ela não é mais assim, tão urgente, que basta ela ir ali e demorar um pouquinho, que toda urgência vai voltar, e que vai faltar o ar, e que vai arder. É querer dar ao outro o que ele quer, é preencher, satisfazer. É se declarar e fazer o coração do outro disparar, ou descansar.

Um viva, simplesmente porque todo dia é dia internacional da paixão, e porque todo dia que alguém se apaixona de verdade merece um brinde.

Um brinde aos apaixonados, vivendo histórias diferentes, lindas e difíceis à sua maneira, porque a paixão, essa danada, não é flor que se cheire.

Aliás, é sim.

One response to this post.

  1. Posted by Yuri Alexandro on 28 de Maio de 2012 at 22:09

    li, reli, re-reli.. e pensei.. aliás, não penso mais.. já pensei o bastante o suficiente.. poucas coisas são tão loucas, irracionais, insensatas e intensas do que a paixão.. ainda mais quando o outro pensa (ou acha que pensa) que é retribuído. é uma maravilha, os pés saem do chão, a cabeça vai às nuvens, nos achamos as melhores pessoas do mundo, fazemos tudo que for possível (e impossível) e qualquer gesto da outra, por menor que seja, já é suficiente o bastante para nos completar..

    isso até não poder mais.. o que não quer dizer que a paixão tenha acabado.. e o que sobra no final? e quando acaba de verdade? quem é maior, a contenticidade da paixão, ou a dor do fim?

    não importa.. o “que seja eterno enquanto dure” sempre tem um final.. se começa, um dia acaba.. e o “para sempre” sempre acaba..

    Responder

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