Losing game

Para ler ouvindo Love is a Losing Game.

Ando triste por causa da morte de Amy Winehouse. Algo nessa notícia desencadeou em mim um processo estranho. Estranho e desanimador. Por que quase todo mundo só viu nela uma pessoa bizarra? Ninguém tem ouvido não? Ninguém tem sensibilidade não? Lamento por toda essa gente. Perdeu de se encantar e muito com a menina cheia de arte que ela foi. E é isso que me importa. E quem fala dela, tá satisfeito consigo? Em tudo? Se acha o exemplo da humanidade? Parabéns. Eu não sou. Estou bem longe disso. Senti profundamente sua morte, senti até uma pena grande dela. Pena mesmo.

Ouvindo “Love Is a Losing Game”. E vou deixar todas as reflexões que eu queria fazer para outra hora, porque essa música não me deixa pensar em mais nada.

7 responses to this post.

  1. Nardele

    Vivemos numa época de excessos. De todos os tipos.
    Talvez se Castro Alves vivesse nos dias atuais, ia estampar diariamente as páginas do portal Ego, ou dos tabloides da nossa Salvador. E uma imagem fala muito… e chega um ponto que fica dificil dissociar a obra do artista, da vida qeu ele leva.
    É o preço.

    Mas concordo com vc. Obviamente a alma frágil, artística e sensivel de Amy não tem conta de tantas demandas, exigências desse mundo tão exigente que vivemos.
    Only the good die young, já diz a música de Billy Joel.

    Não julgo Amy, mas tb não julgo que não compreende suas batalhas internas e contra a dorga. Droga é uma droga e isso não se deve glamourizar de forma alguma. Aos que tentam glamourizar as drogas, digo: d~e um passeio numa clinica de dependentes quimicos para evr de perto todo o glamour que a droga proporciona.
    Pois ela perdeu a batalha contra seus vicios… e com a droga a matemática é simples: Ou vc vence a droga, ou ela vence vc.

    A exposição se deu em virtude do tempo que vivemos. Outros tantos perderam essa mesma batalha: Elis Regina, Elvis, janis Joplin, Hendrix… a diferença é que a informação era mais lenta e se podia resguardar dos fãs esses momentos. Hoje em dia isso é quase que impossivel.

    Para mim, que gostava da música, mas não era fã da pessoa, fiquei com mta pena. Mesmo. principalmente da familia… que não perdem uma artista… perdem um ente amado, Mto mais dificil.

    E rezo para que a Luz acolha Amy e sare suas feridas, expostas e aprofundadas do lado de cá da existência.

    Bjs

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  2. As pessoas buscam encontrar no artista exemplo de vida, não basta o talento e poesia de presente que nos proporcionam?
    Incrível essa insurgência de defensores morais que tentam a todo custo criar nos ídolos modelos comportamentais e quererem a todo custo fazer dessas pessoas normais, super-heróis melhores que todos nós e que tem além da capacidade de nos deliciar com a sua arte, terem mais do que lhes realmente cabe…
    Encontro também um certo prazer em algumas pessoas de serem “Maynardianos” em tudo que defendem apenas para sentirem-se mais plenos, mais atuantes numa sociedade sem referências e que querem justamente buscar nos artitas, seres expostos por natureza, algum arcabouço de moral e ética, como fizesse parte de seu papel social…
    Em vez disso, prefiro celebrar os grandes seres humanos que vieram, deram o seu recado e se foram, nos deixando saudosos, mas que deixaram um rastro indelével de pura poesia, sem tempo nem prazo de validade e que certamente cumpriram sua missão e serão sim eternizados porque deixaram algo que valha a pena lembrar sempre.
    Não nos cabe julgar qualquer coisa que não seja a sua própria arte….
    Amy foi um presente que recebemos, como Cazuza, Jim Morison, Janis Joplin, Jimmy Hendriz, James Dean… porque pouco importa o tempo que estiveram por aqui… porque souberam nos deixar mais do que exemplos de vida, deixaram obras de arte.

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    • Muito prazer. Não lhe conheço e nem vou muito menos “me defender” de alguém que não conheço.
      Só um adendo mesmo: o que acaba de fazer é a mesma coisa a que se propôs criticar.

      OU não… como diria Caetano.

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  3. Posted by Nathalia Meirelles on 25 de Julho de 2011 at 17:40

    Ná, muito triste também e com o mesmo sentimento de pena, pena dela mesmo, absolutamente.. talvez por ver de uma forma diferente a situação, muito além das exposições da mídia..

    Bjos, Nathalia

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  4. Posted by Yuri Alexandro on 25 de Julho de 2011 at 20:08

    Eu fico pensando em todos os artistas fantásticos que já tivemos, tanto no Brasil, quanto no exterior, que viveram de forma, digamos, peculiar, fora do eixo do senso comum, ou seja, daqueles que nos querem todos iguais. Como diria o Renato Russo na música “Aloha”, desse jeito é mais fácil controlar e mentir.

    De uma certa forma, eles utilizaram suas próprias vidas com fonte de inspiração para compor, interpretar, passar suas emoções em versos e melodias. No fundo, acho que a sensibilidade, fragilidade (seja lá o que for) deles perante a vida, era o justamente seu ponto forte.

    Particularmente falando, o que seriam das minhas reflexões e pensamentos mais profundos se não fossem Raul Seixas, Renato Russo, Elis Regina, Janis Jopplin e, agora, Amy?? Não que a vida deles seja exemplo, acho que ninguém deve ser exemplo para ninguém. Mas a sua arte, sim: objeto de inspiração.

    Só para registrar, concordo com tudo que falaste neste post fantástico.

    Abraços,

    Yuri Alexandro

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  5. Posted by Vitor Andrade on 26 de Julho de 2011 at 8:49

    “Love Is a Losing Game” não me deixa pensar muito no assunto. rs
    Tenho tentado não analisar nem entrar em discussões do tipo. Mas uma coisa é fato: perdemos alguém que acrescentou muito para a arte! E quando se perdem pessoas assim, o luto é válido!
    Quanto a sua vida pessoal… bom, a sua música é o que mais me interessa!

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  6. Posted by Rejane on 28 de Julho de 2011 at 19:35

    Fiquei muito triste também.
    A menina tinha talento. Pena que não soube segurar a onda e não tinha ninguém que pudesse ajudá-la.
    Sem querer julgar, mas observando à distância o que parecia é que as pessoas só estavam interessadas nos $ que ela produzia.
    Era pra ter parado tudo e ter cuidado dela há muito tempo.
    Tenho o último CD e DVD.
    Bjo

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