O que te apavora?

Adorei a repercussão do post anterior. Não só nos comentários aqui, mas também no post lindo que Rita fez em seu Estrada Anil. Aliás, melhor que o post, como os comentários aqui também foram. Fiquei até com vontade de voltar e falar mais sobre isso, porque tem tanta coisa que me faz feliz e eu não falei. Mas decidi que não, porque hoje vou ser um pouquinho mais corajosa. Falar do que me faz bem é fácil, hoje vou falar do que me dá medo.

Pensar em perder as pessoas que eu amo me dá muito medo. Pensar em sofrer de novo algo que eu já sofri muito me apavora. Doenças graves me dão medo, assim como a ideia de ficar só. Tenho medo de nunca aprender lições e repetir os mesmos erros. Medo da minha preguiça, da minha impulsividade eu tenho só receio. Tenho medo da humanidade que parece cada dia mais ensimesmada, fria e individualista. Morro de medo de violência e de intolerância. Medo de pesadelo, algum medo de avião, medo de deixar a vida passar sem viver tudo que eu quero. Medo de me faltar amor. Pavor de não dividir a vida com alguém. Barata não conta. Medo da covardia e das pessoas covardes. Medo de não enxergar beleza onde ela existir e medo de quem é capaz de machucar outra pessoa. Tenho medo da falta de iniciativa, de ficar pequena diante de um problema que me desafie. Medo de ser muito medrosa.

Mas a vida é tão doida, que ao mesmo tempo em que tantos medos me povoam, as certezas estão do lado deles. E uma delas é a certeza de que a coragem é amiga do medo. A prudência também é. Ter medo é ter ideia de que a partir de algum ponto o risco não vale mais a pena. E talvez seja a hora de pensar “melhor não”. Correr riscos é uma das coisas que mais fazem sentido nessa vida, e a gente corre riscos todos os dias, mas cautela e canja de galinha… Também reconheço que em alguns aspectos o bom da vida é se jogar no desconhecido, se deixar encantar por ele, deixar que suas certezas todas caiam, seus conceitos mudem, se entregar a experiências e pessoas diferentes. Mas isso não tem muito a ver com os meus medos, e fugir do tema zera a redação. Sempre tive medo de zerar redações!

E vocês? Quais são os seus medos? Não fiquem com medo de dizer, juro que não vou contar a ninguém. 😉

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11 responses to this post.

  1. Posted by Marcelo on 24 de Novembro de 2010 at 17:05

    Seus textos, pensamentos, sempre muito bons ! Deve ser muito interessante conversar com vc ! Boa semana.

    Responder

  2. Aaah, vou ser bem sincera, pois confio que você não vai contar.
    Tenho medo do oculto, no sentido de, sei lá… essas coisas de espíritos, demônios, sociedades, pactos. Mesmo sabendo que se realmente existe isso, não posso fazer nada, mas é justamente isso que me apavora, não poder fazer nada. Dos seus medos alí eu só tenho mesmo é da humanidade.

    Ah cara, amo esse blog *-*

    Responder

  3. Posted by silvinha lacerda on 24 de Novembro de 2010 at 23:20

    OLA DELE!!
    PERDER PESSOAS QUE AMOOOO ME APAVORA. AINDA MAIS SE FOR DE DOENÇAS QUE FAZEM PENAR. FICAR LONGE DE LULU , NEM GOSTO DE PENSAR. TENHO MEDO DE AVIÃO, DE RATO TENHO PAVORRRRRRRRR. PASSO MAL!!!
    TENHO PAVOR DE VIOLENCIA. AFF ME ARREPIA!!!
    E ULTIMAMENTE ESTE MEDO TEM AUMENTADO MTO. O MUNDO TA PAVOROSO!!! TENHO MEDO QUE O ODIO, A VIOLENCIA SEJA MAIS FORTE QUE O AMOR , A AMIZADE,
    TO AMANDO LER SEUS POSTS E PARTICIPO COM MTO PRAZER!!!
    BJSSSSSSS
    PARABENS

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  4. Depois que meus filhos nasceram todos os meus medos são relacionados a eles, pelo menos os mais significativos. Medo da violência, do trânsito, das drogas.. enfim, medo do mundo.

    E, junto, mais vontade de tentar contribuir pra melhorar. Meio umbigo, eu sei, mas acho que parte da grandeza da maternidade tá aí, em ver o mundo diferente, importar-se mais. É extensivo às outras crianças do mundo também, em certo grau.

    Beijocas
    Rita

    Responder

  5. Posted by Rejane on 26 de Novembro de 2010 at 21:40

    Do que tenho medo?
    A primeira coisa, que já sai como uma resposta automática, é medo de perder meus filhos e meu marido (toc toc toc). Pessoas que eu amo e que me fazem feliz.
    O medo muitas vezes evita que eu entre em situações que eu possa me arrepender depois. O medo às vezes é uma guarnição, como uma proteção.
    Tenho medo de ser assaltada, sequestrada, da violência urbana.
    Tenho medo de engordar.
    Tenho medo de que alguma pessoa querida entre em depressão (de verdade) ou tenha alguma doença mental (Alzheimer, esquizofrenia etc). Acho pior que doença apenas física.
    Não tenho medo de morrer. Nenhum mesmo.
    Acho que convivi muitos anos com essa perspectiva de vida e morte que encaro com muita naturalidade. Mesmo que seja precoce.
    Mas tenho medo de morrer sem saber. Só peço a Deus que eu esteja ciente na “hora H”.
    Ihh…Pesou, não foi? rsrs
    Mas esse assunto de “medo” pode levar a coisas assim.
    Acho que quando procuramos ser “do bem” as coisas sempre dão certo, mais cedo ou mais tarde. É só ter paciência que as coisas (boas) acontecem, viu?
    Bem, basicamente é isso aí.
    Bjo

    Responder

  6. Violência
    egoísmo
    falsidade
    covardia contra crianças
    impotência diante de gente safada e que tenha alguma forma de poder
    destruição da Natureza
    desigualdade social

    Responder

  7. Nardelita, as coisas ditas por você são quase que na totalidade o que eu também escreveria sobre esse tema. Por ter sido tão bem colocadas por você, me limitei a pontuar apenas os tópicos daquilo que mais me apavora. O restante, é basicamente aquilo que tão bem colocastes nas suas habéis palavras e pensamentos.
    Parabéns de novo.

    Responder

  8. Oi Dele,
    Nossa… Tanta coisa me apavora!! Violência à adultos e crianças, trânsito, natureza destruída, gente falsa e invejosa… o Rio de Janeiro hoje!!!!
    Beijocas.

    Responder

  9. Posted by nardele on 28 de Novembro de 2010 at 18:56

    Oi Marcelo, obrigada, apareça sempre!

    Íris, amo sua presença aqui sempre, mesmo que às vezes a página dê erro, né! hahahaha Beijo!

    Pois é, Silvinha, Rita e Rejane sei que quando a gente é mãe tudo muda, os medos são todos redirecionados, né? Posso imaginar, ou não! Mas tudo que se relaciona à família gera essa atenção maior. Rita, tenho certeza de que muito do que ainda faz o mundo ter salvação é devido exatamente a esse amor de mãe que você fala. E Rejane, também não tenho medo de morrer, apenas de como ela será, espero que seja rápido e prático! hahaha

    Paulinho, valeu! Sim, nossos medos são parecidos.

    E Chris, que bom você aqui! A situação do Rio de Janeiro hoje é apavorante mesmo, mas eu tenho fé que no final esse conflito trará mudanças positivas. Prefiro acreditar nisso!

    Beijos a todos!

    Responder

  10. Posted by CB on 6 de Abril de 2011 at 23:44

    Tenho medo de gente e de solidão
    Tenho medo da vida e medo de morrer
    Tenho medo de ficar, medo de escapulir

    Experiências são tudo. 😉

    Responder

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