O mundo está ao contrário e ninguém reparou

Ai, quanto tempo sem postar! Sempre me dá uma imensa vergonha de reaparecer. É assim: quando eu fico uma semana sem postar, no oitavo dia eu tenho vergonha de postar, porque já tem muito tempo. Aí no nono dia eu fico com mais vergonha, aí nem acesso o blog. Aí o tempo vai passando, eu cada dia com mais vergonha, e a coisa vai crescendo, quase eu tenho pesadelo essa noite. Ai, que vergonha. Eu fazia isso na faculdade. Faltava duas aulas de uma disciplina tal, porque achava que tinha direito de dormir mais um pouco só naquela semaninha. Aí quando chegava a aula depois dessas duas, eu tinha vergonha de ir, porque tinha faltado duas. Aí eu faltava a terceira. E a coisa ia tomando uma dimensão ridícula, perdi várias matérias por falta. Eu tinha era vergonha de encarar o professor.

Eu não tenho muita coisa a dizer mesmo, o problema pode estar aí. Os ouvintes da rádio tem me chamado de Nardoni no ar. Nardele, Nardoni… Sacaram? Pois é. Eles se confundem, coitados, não tem culpa. Mas isso mina a inspiração de qualquer um.

Eu poderia dizer algo sobre essa loucura, essa insanidade, esse fim de mundo que são essas tais pulseirinhas do sexo. Eu não posso acreditar que isso esteja acontecendo. Para os leitores desavisados, os de fora dessa piração, existem umas pulseirinhas de borracha, coloridas, que ao serem arrebentadas por alguém, dão a essa pessoa direitos sobre a usuária da pulseira. Exemplo: a pulseira amarela significa um abraço, rosa significa um beijo de língua e a preta significa uma relação sexual. Se a garota estiver usando e um garoto, homem, E.T. ou quem quer que seja arrebentar a pulseira preta, exige o direito de ter uma relação sexual com a menina, no matter what! Já aconteceu no Paraná, já aconteceu aqui, e as mães estão desesperadas, as meninas arrasadas. COMO ASSIM?? Todo mundo sabe, as pulseiras viraram febre. E agora?

‘Em sendo assim’ (como diria meu amigo Aragão), paro por aqui antes que eu pense que “era melhor nem ter aparecido, se era pra dizer isso…”

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13 responses to this post.

  1. Oi, menina sumida. Esse papo das pulseirinhas parece enredo de filme sem pé nem cabeça. Pelamô. Menos, mundo, menos.

    Bj,
    Rita

    Responder

  2. Posted by Laís on 15 de Abril de 2010 at 16:38

    Esse negócio das pulseirinhas está totalmente sem controle. Era pra ser um jogo (mas que tipo de jogo, hein?!), acabou tornando-se violência. Não faltam inventar mais nada! É um absurdo! Mas acho que todo mundo já sabe o que significa e tal. Quem usa sabe, claro! Mas como se trata de adolescentes (e eles são tão influenciáveis, adoram modinha e tal, não entra na cabeça deles que isso pode ser um risco), alguém tem que intervir, não é? Antes de mais nada, cabe aos pais orientar seus filhos e alertar quanto aos riscos de se usar as tais pulseirinhas e proibir seu uso. É uma questão de orientar, educar esses adolescentes, eles devem ter responsabilidade sobre seu corpo e sexualidade.
    O mundo está de cabeça pra baixo mesmo. Na época da minha adolescência (que não foi há tanto tempo assim), teve umas pulseirinhas parecidas, mas sem significado nenhum. Elas eram usadas apenas como adereço, como enfeite e apenas meninas usavam. Tinha de várias cores, só que elas tinham uma pedrinha em cima, mas era bem parecida. Mas os tempos mudam, né? As crianças também.
    Tá tudo errado!

    Responder

  3. Posted by Adelmir Júnior on 15 de Abril de 2010 at 21:44

    Nardele,

    Não fica muito tempo sem postar nada, pois faz muita falta mesmo!!!

    Realmente a invenção dessas pulseiras é um absurdo!!! Não sei onde vamos parar…

    Como diria Mário… “Para essa zorra que eu quero descer”!

    Abç.

    Adelmir Júnior

    Responder

  4. O problema não é o direito que a pulseira dar em fazer alguma coisa na pessoa alheia. Mas sim as criaturas(criança,adolescente,mulher) prestar-se a usar esse tipo de acessório. Educação. E bom senso fazem muita falta hoje em dia.

    Responder

  5. Bem. Já q é pra parafrasear alguém da Metrópole, vou logo usar o de Mário: “Parem o mundo que eu quero descer. E isso é uma ameaça!” Bom fim de semana!

    Responder

  6. Oi, Nardele! Você passou muito tempo sem postar e eu muito tempo sem visitar seu espaço. Eu passei quase 1 mês sem escrever pro blog.
    Vim no momento em que você cita Renato Russo, que é um cara que sempre admirei. Cita também Cássia Eller, que era uma cantora que eu seguia toda vez que vinha à nossa cidade. Era apaixonado por ela!
    Acho que um conjunto de ações devem ser feitas para proibir as pulseiras: Estado, família e escola, além, claro, dos meios de comunicação.
    Essa coisa de Nardoni vai passar.
    Bjsssssssss e até!
    PS: Olha, se tiver tempo visita um site: http://recantodasletras.uol.com.br/autores/sandrocaldas

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  7. Nardele,
    Não fica muito tempo sem postar nada, pois faz muita falta mesmo!!! [2]

    🙂

    Responder

  8. Posted by Rejane on 19 de Abril de 2010 at 22:02

    Um saco esse negócio de lhe chamarem de Nardoni, mas vai passar qdo os famigerados caírem no esquecimento.
    Quanto às “pulseiras do sexo” acho que isso é simplesmente falta de orientação em casa e falta de moral dos pais, principalmente as mães.
    Hoje os adolescentes fazem e acontecem, e os pais ficam impotentes olhando o miserê. Falta de orientação dos pais também.
    Se eles não sabem que rumo tomar como é que vão orientar os filhos?
    Realmente o mundo está de ponta cabeça!
    : /

    Responder

  9. Posted by Myl on 20 de Abril de 2010 at 2:57

    Não fica muito tempo sem postar nada, pois faz muita falta mesmo!!! [3]

    Beijoooooooooooooooooooooooos

    Responder

  10. Posted by Myl on 25 de Abril de 2010 at 18:21

    Quero post novo!!!

    Responder

  11. Tá ao contrário mesmo, mas sempre há quem repare…

    Ontem ouvi uma afirmação bem interessante: “Quem pensa certo é coagido a pensar errado. Ou então é levado a crer que está louco”. O pior é quando as pessoas começam a achar que “pulseirinhas do sexo”, certas músicas e danças que tocam por aí é algo “normal”.

    E infelizmente é o que vem ocorrendo.

    Que não deixemos que nos convençam – os que ainda “pensam certo” – a “pensar errado”…e nem deixemos que procurem nos rotular como “loucos”.

    Abs!

    Responder

  12. Vc “acabou” de me inspirar um post em meu blog “Mães na Prática”. Apesar do meu filho ser pequeno, trata-se de um alerta legal. Vi um garotinho, de uns dez anos, cheio dessas pulseiras pretas… sabia que existiam as “pulseiras do sexo” e achava o “O”. Essa geração de jovens com tanto potencial, tanto espaço para desenvolver e crescer como gente, gastando energia em “ridiculices” desse tipo.

    Vou lá. agora, abordar o assunto… Ops! Inclusive, peguei a mesma foto aqui do seu post…

    Responder

  13. Posted by daniela on 3 de Abril de 2012 at 16:23

    é verdade vc esta certa das pulserinhas sou da A.D.L.P.A.E.C e vou divulgar em todas asredes sociais deste documentario super interessante

    Responder

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