Havia tantas dela dentro de uma só. E tantos pensamentos diferentes. Ela falava tanto consigo que não se ouvia. Estava pra ficar louca. Eram muitas vozes, todas se contradiziam. Até que um dia ela descobriu uma voz até então abafada dentro dela que falou baixinho: “você sabe muito bem o que fazer. Quando chegar a hora, simplesmente faça”. E todas se calaram e pararam pra pensar no que tinham acabado de ouvir. O que quer que decidissem, sabiam que aquela voz estava lá, e que podia voltar a falar mais alto novamente.
24 Out
Posted by Marcus Fabricio on 24 24UTC Outubro 24UTC 2011 at 17:34
Excelente! Bela descrição da multiplicidade e diversidade do ser feminino.
Posted by Marcos on 24 24UTC Outubro 24UTC 2011 at 18:01
Além de tudo vc Nardele escreve muito bem. Bravo!
Posted by Raquel S. Ramos on 25 25UTC Outubro 25UTC 2011 at 14:43
Lindo, gostei
Posted by irispodolski on 13 13UTC Novembro 13UTC 2011 at 22:58
Não abandone o blog =/
Posted by Abel Carneiro on 22 22UTC Novembro 22UTC 2011 at 13:32
Se algum dia tiver capacidade de escrever tão bem quanto, serei jornalista. Por enquanto, mal sei o posicionamento das teclas e deixo esse comentário.
Nardele é ótima.